Amarra no dedinho!

Não tem jeito de confiar na memória, meu amor. Vai você crendo que lembrará de tudo o que você tem que fazer num estalar de dedos, como se sua cabeça fosse a caixa registradora de todas as atividades. Ei, suprasumo, vamos anotar?
Desde os primórdios, quando a terra nem sonhava em tê-lo por aqui, as pessoas anotavam tudo mesmo. Dava um trabalho talhar pedra, quanto mais a confusão de não lembrar o que tem para fazer.
Toda mulher moderna precisa de uma caderneta na bolsa. Não é celular, não, moderninha, é desatrofiar os músculos dos dedos e escrever bonito para lembrar, não só dos afazeres, mas de muitas coisas que são boas e que Deus nos faz lembrar.
Escrever, meu amor, é história. Não acredite que um cronista mor da Torre do Tombo vai surgir do nada e registrar a sua biografia... Ho,ho,ho... Registre você mesmo! Sabe o porquê? A sua história é linda... Não só de lutas, e enfim bravuras, contentamentos, e momentos “Maria do Bairro”. Eu sei, mulher de vez em quando é uma personagem da Thalia, mas é valente como Jolie, e arrasa no final, a cada fim de TPM, a sobrevivencia do marido e dos filhos, e a vivencia do riso, de uma mulher que a tudo pode passar.
Sorria. Caso seja difícil se lembrar, amarre a lembrança como laços nos dedinhos. E não se esqueça (escreva ai): você faz parte de uma história com Deus.


Toma via crônica.

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