Sede

Você já deitou numa grama verde, abriu o corpo e olhou os céus, sem se importar com o que falariam de você ou o que pudesse acontecer adiante? Ou aproveitou uma chuva torrencial tão forte que molha a roupa toda até as calcinhas, e na enxorrada se deitou, riu, mexeu as pernas e gritou, que caísse o raio motivo da sua alegria? Jogar-se na piscina, correr disparada, atacar um ovo na cabeça do melhor amigo sentindo um prazer enorme com a alegria que lhe deixou, e zuar, e rir, e se molhar, toda essa balbúrdia que nos ajuda até a perder aquela roupa.
A presença de Deus é assim. Jogue no lixo a tua religião, e vem ser livre para se jogar nas profundidades de Deus, meu amor.
Se vão zombar, criticar, falar, desprezar...Fizeram isso com o Rei Davi. Tudo na Presença Dele virará motivo de riso e você vai querer dançar em cima desse pó todo que vai passar com o primeiro vento soprado dos céus.
Isso que eu digo é como dançar loucamente com a música dos céus, profético, doce e intenso como doce de morango que dá uma fisgada no maxilar, e você vai querer mais. Provar a Deus faz as pessoas sábias enlouquecerem ao ver, e se desbaratam nos seus medíocres entendimentos do que é de fato vida com Deus e não religiosidade.
“Meu Pai, agora quero correr. Quero me jogar a ti... Se tem uma palavra para definir tudo isso, essa palavra é ‘sede’”.


Toma via crônica.

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