O verdadeiro “pah” na sociedade

Você já ouviu falar de  “A morte de um caixeiro viajante” de Arthur Miller? Eu sei que você não está aqui para saber de “literature”, nem da morte de ninguém... aliás, você não quer saber de nada a não ser de “pah” na sociedade. Arrasou, meu bem, mas vamos lançar uma nova história para você que adora esbofetear a sociedade pois é ela que faz o furdum de todo mundo.
Essa história de Arthur Miller fala de um vendedor que foi esbofeteado pela sociedade. Pela sociedade! E vejam só, todos nós querendo esbofetear a sujeita... vai ver porque um dia ela nos esbofeteou.
A verdade é que ela, a sociedade, vendeu para você uma falsa ideia do que é um “pah”. Ela, vulgarmente falando, te chama para o “UFC dos tabefes” todos os dias, para ver quem está por cima da carne seca do povão e quem pode gritar lá do alto para todo mundo ouvir.
O caixeiro viajante era só mais um daqueles que estavam lá embaixo, perdeu o emprego porque a sociedade evoluiu e já não precisavam daquela velha profissão. O babado foi tão forte que ele se matou. Como um soldado de um tabuleiro de xadrez, foi descartado da sociedade, que continuou seu jogo com os cavalos, torres, rainhas e reis. Quem puder se engulir, então, engula-se! E continua assim o jogo da sociedade, um ao outro dando seu “pah”, descartando e sendo descartado no seu devido tempo, pois todos os serão, pois assim esse tabuleiro é: descarta a vida com sua falsa narrativa de vida.
“Óh!” De horror.
Mas eu amo a narrativa que vira o tabuleiro para os ares. Destroi o “pah” de lá e de cá, quebra cada pino e encendeia cada mentira. Não somos peças de um tabuleiro; temos um valor muito maior que de qualquer um rubi, que não tem boca e brilha como ninguém. Não é necessário ser soldado para lutar até o fim; não é necessário chegar ao “status” de rainha para estabelecer cheque-mate.
O sabor de um “pah” bem dado na cara da sociedade é aquele que eu não preciso ser pino no tabuleiro de ninguém.


Toma via crônica.

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