A marca do nada

Como nós somos estúpidos quando damos tanta primazia à etiqueta de uma marca que foi timbrada ou costurada na Indonésia, China ou qualquer outro país asiático cujos os trabalhadores ganham tão pouco que não lhe dão para tampar o buraco do dente. Oras, amo uma boa marca, não vou mentir. A qualidade é excelente para o chicote que se estralou logo ali a milhões de quilômetros de nós.
Mas não são dos trabalhadores do oriente que quero falar, perdoe-me a digressão.
Quero falar dessas marcas que no Brasil, (óh, país), fazemos questão de exibir e pagamos com as córneas dos olhos os meses gastos de trabalho para pagar o cartão parcelado em doze vezes para se quitar com o décimo terceiro salário, bendito dinheiro que pagaria o pernil do natal.
Nos Estados Unidos uma marca não é nada, visto que para eles se tornou normal ter aquele nome bonito no vestimenta que foi barata naquele Outlet do outlet que promocionou a grande marca do nada.
Roupas são roupas em qualquer lugar do mundo!
Lindo ver Calvin Klein na manga do casaco pago numa bagatela absurda lá fora, mas é péssimo chegar no Brasil e descobrir que naquela rua glamourosa aquele casaco apenas as filhas dos presidentes de multinacionais irão usar, ou seja lá que Patrícia seja. Talvez, andando por ali pela Joseph Paul street se encontre um belo casaco que dê na cara daquele outro, deixando só os dentes do Klein.
Não sei o porquê somos tão requintados por causa de uma etiqueta. Ter glamour nas vestes é excelente quando se tem sensatez.


Toma via crônica.

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